Ampliação do cemitério sai do papel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de novembro de 2002
Renê Muller<BR>Reportagem Local 
A ampliação do cemitério Jardim da Saudade, na Avenida Saul Elkind (zona norte de Londrina) finalmente deve sair do papel na semana que vem. As máquinas do município deverão iniciar a limpeza dos nove mil metros quadrados que estão sendo negociados para abrigar de 800 a 1.000 novas sepulturas. A secretaria de Obras também vai demarcar a topografia da área, que será o maior melhoramento promovido pela Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) desde a entrega do Cemitério São Paulo, em 1989. A cidade tem cerca de 90 mil jazigos, e está com sua capacidade de sepultamentos esgotada.
A informação é de Wilson Battini, superintendente da autarquia. Embora a burocracia ainda não esteja terminada, já existe acerto com o dono do terreno. ''Estamos fazendo o levantamento do custo do material para a construção do muro'', diz o superintendente. O espaço será inicialmente usado apenas para sepultamentos em terra e para abrigar um novo ossário.
A intenção é utilizar a área onde hoje são depositados os ossos de urnas esquecidas, instalado na entrada do cemitério, para a colocação de 50 novas carneiras. ''É um espaço nobre'', ressalta o superintendente. Hoje, a própria administração da Acesf vem percorrendo os cemitérios de Londrina a fim de encontrar espaços ociosos, capazes de abrigar novas carneiras. Há poucos dias, Battini encontrou, no Cemitério São Pedro, um espaço que poderá obrigar três carneiras. ''Por sugestão de um funcionário, descobrimos que um passeio no Jardim da Saudade tinha um desvio. Após correção, o espaço vai acolher de 10 a 12 carneiras'', diz Battini.
As descobertas ajudam, mas não solucionam o problema de falta de vagas. A partir de janeiro, a Acesf começa a trabalhar na construção de mais um cemitério. O processo, de acordo com o superientendente, deve demorar pelo menos um ano, entre escolha do terreno, discussão com a comunidade e a execução da obra em si.
Construir, diz Battini, é o mais simples. Difícil será o processo para encontrar a área. A capacidade ideal é estimada em 10 mil carneiras, com um a dois alqueires de terra. ''O lugar precisa ter asfalto, infraestrutura, transporte coletivo, ser hidrogeologicamente apto, e a iniciativa precisa ter o aval da comunidade'', explica o superintendente.
O Jardim da Saudade é o cemitério que mais cresce devido ao esgotamento dos demais para o sepultamento em terra. A área de ampliação foi objeto de estudos e avaliações da administração municipal por um ano.


