Ampliação de salas põe fim ao 'turno da fome'
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segunda-feira, 03 de maio de 1999
Telma Elorza 
O prefeito de Londrina, Antônio Belinati (sem partido), entregou ontem 17 novas salas de aula para seis escolas municipais de vários bairros da cidade. Foram entregues novas salas nas Escolas Sônia Parreira Debei, no Residencial do Café; Moacyr Teixeira, no Conjunto Maria Cecília; Salim Aborihan, no Conjunto Aquiles Stenghel, e Pedro Vergara Correa, no Conjunto Mister Thomas, todos na zona norte; e nas Escolas Cecília Hermínia de Oliveira Gonçalves, no Jardim Sabará (zona oeste) e Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço (zona sul). No total, foram beneficiados 3.460 alunos da rede pública municipal.
Segundo o secretário de Educação de Londrina, José Dorival Perez, as ampliações têm como objetivo a oferta de mais vagas, acabando com o turno intermediário, conhecido como turno da fome, das 11 às 14h30, que estava sendo ofertado em 14 escolas municipais.
Este turno intermediário, que vem sendo aplicado há vários anos, é imoral porque prejudica a qualidade do ensino. Ele espreme os dois turnos, matutino e vespertino, reduzindo a carga horária e causando uma série de problemas aos alunos que o utilizam, afirmou.
De acordo com ele, a partir de agora, somente três escolas municipais continuarão com o turno intermediário. Mas ao longo do ano estaremos ampliando mais 18 escolas. Além disso, amanhã vamos repassar verbas para três Associações de Pais e Mestres (APMs) como parte de um programa de reformas que deverá beneficiar 24 escolas municipais.
As ampliações foram realizadas com verbas do Fundo Nacional da Educação (FNDE) do Ministério da Educação e Desportos (MEC) e prefeitura. O MEC nos repassou R$ 700 mil e a prefeitura entrou com R$ 900 mil, disse Perez.


