AMP lança no Paraná plano de saúde sem mensalidade
O Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam), da Associação Médica Brasileira (AMB), lançado ontem no Paraná, pretende ser uma alternativa para as pessoas que não podem pagar um plano de saúde e, hoje, dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente da AMB, Antônio Celso Nunes Nassif, 40 milhões de brasileiros não conseguem arcar com os custos dos planos.
O Sinam não faz restrições e nem diferenciações de idade, número de dependentes e doenças preexistentes. Pelo sistema, não há taxa de adesão, mensalidade ou carência. Na hora que precisa de consultas médicas ou exames, o usuário apresenta a carteirinha no consultório ou laboratório e paga diretamente no local.
Todos os procedimentos saem em média 50% mais baratos que os particulares. Os preços são estabelecidos pela Lista de Procedimentos Médicos da AMB, que não sofre alteração desde 1995.
A possibilidade de pagar apenas pelo uso é uma vantagem para as pessoas que não precisam dos serviços médicos com frequência. A questão é quando a pessoa tem que fazer várias consultas e exames. Nessa situação, o usuário pode ter que gastar mais do que poderia. O diretor científico da AMB, José Fernando Macedo, diz que, nesses casos, o paciente poderá negociar livremente com o médico.
O sistema tem médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, laboratórios, clínicas e hospitais cadastrados. Por enquanto, o Sinam oferece apenas atendimento de baixo risco (consultas e exames). A questão de atendimento hospitalar e internações ainda não está resolvida. A AMB espera uma resposta da Federação Nacional dos Hospitais em 15 dias.
Credenciamento - O Sinam tem hoje 105.027 usuários e 27.939 profissionais credenciados no Brasil. No Paraná, são 4.921 usuários e 3.951 profissionais.
A dona-de-casa Araci Timóteo, 51 anos, já está cadastrada no Sinam. Até agora, Araci e a família, com renda mensal de R$ 800, dependiam do SUS. Não tenho condições de pagar um plano de saúde para mim, meus três filhos, e meus pais, que têm 75 anos, diz.Mauro FrassonAraci Timóteo, já cadastrada: Não posso pagar plano de saúde normalAnna Camanducaia





