Arquivo FolhaEduardo Trevisan (PTB-PR): seguro estendido a pacientes de Aids e câncerO Departamento de Convênios da Associação Médica do Paraná (AMP) resolveu em assembléia realizada anteontem à noite, que os clientes das seguradoras passarão, a partir de hoje, a pagar o valor total da consulta cobrada pelos médicos (em média R$ 70,00) e não mais os R$ 39,00 cobrados anteriormente de pacientes de convênios médicos. Os pacientes terão agora que pedir reembolso total do valor pago em consulta.
Outra resolução se refere ao descredenciamento coletivo dos médicos que atendem aos segurados da Amil Assistência Médica Internacional Ltda. Os médicos da AMP já não atendem outros planos de saúde e de seguros privados desde o ano passado.
Desde abril do ano passado, os 2.800 médicos do departamento de convênios estão descredenciados das seguradoras de saúde e resolveram pela permanência do desligamento até que o impasse dos valores seja resolvido.
O motivo alegado é o não reconhecimento, pelas seguradoras, dos valores para consultas e procedimentos médicos estipulados pala Associação Médica do Brasil e aprovados pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.
Segundo o vice-diretor do Departamento de Convênios, Oscar Castilho Venâncio, várias tentativas de entendimento foram frustradas com a não aceitação dos R$ 39,00 cobrados pelas consultas médicas.
‘‘Resolvemos também assinar um contrato com a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e renovar o contrato com a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banestado. O valor pago aos médicos será inicialmente de R$ 29,00 e deve chegar aos R$ 39,00 em 90 dias’’, esclareceu Venâncio.
Segundo o médico, o descredenciamento da Amil se deve ao fato da impossiblidade de negociar os valores praticados pela seguradora. ‘‘A Amil estava pagando aos médicos R$ 22,00 pela consulta e os procedimentos estavam seguindo a tabela de 1990, valor mais de 100% defasado’’, justifica.
A seguradora Amil foi procurada ontem pela reportagem e não quis se pronunciar sobre o descredenciamento coletivo dos médicos do Departamento de Convênios da AMP.

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