Curitiba
O Departamento de Convênios da Associação Médica do Paraná (DC/AMP) decidiu, em assembléia realizada anteontem à noite, se descredenciar de três empresas ligadas à Associação das Entidades Paranaenses Beneficentes e Assistenciais (Assepas): Volvo, Inepar e Eletrosul. A Assepas representa 26 entidades, entre elas a Copel, Sanepar e Telepar, num total aproximado de 90 mil usuários.
Essas três caixas de assistência são as primeiras a serem descredenciadas. O descredenciamento deve acontecer em 30 dias e caso a associação não apresente um nova proposta que satisfaça a Associação Médica, os médicos deixarão definitivamente de atender os usuários.
Segundo a assessoria do Departamento de convênios da AMP, não houve acordo entre a Assepas e a AMP, que se recusa a reconhecer os valores da Lista de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (LPM/AMB/96). A Assepas apresentou uma proposta considerada ‘rídicula’ pela AMP.
Pela proposta, a Assepas faria um reajuste de 8% nos valores pagos aos médicos, elevando o valor da consulta dos atuais R$ 25,00 para R$ 27,00. A AMP entende que o valor da consulta deve ser de R$ 39,00. A Assepas também propôs pagar mais 7% nos valores dos procedimentos, como cirurgias, além de sugerir a criação de uma comissão paritária, formada por médicos e membros da Assepas para desenvolver a Carta Paraná de Honorário Médicos, que entraria em vigor em 98. A AMP considerou uma afronta esta proposta, pois já existe uma tabela homologada pela Associação Médica do Brasil.
A Associação Médica do Paraná decidiu ainda não negociar mais com a diretoria da Assepas e a partir de agora irá tratar diretamente com as caixas de assistência.

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