Amostras do Lago Jaboti revelam poluição por coliformes fecais
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Maurício Borges Apucarana 
Arquivo/FLLocal impróprioPrefeito determinou proibição do local para recreação; ligações clandestinas poluem o lagoA análise das amostras de água coletadas no Lago Jaboti revelam que a área de lazer, situada dentro de Apucarana, está poluída por coliformes fecais. O resultado foi confirmado ontem pelo escritório regional de Londrina com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ao saber da medida, o prefeito Carlos Scarpelini (PPB) anunciou a proibição do uso do lago para recreação.
Segundo técnicos do IAP, as análises comprovam que um grande volume de detritos residenciais estão sendo lançados no lago. O nível de descarga poluente torna o local totalmente impróprio para atividades recreativas, alertou o químico Roberto Gonçalves.
As amostras de água do lago foram submetidas a análise microbiológica, que detecta bactérias do grupo coliforme (presente no esgoto sanitário), e físico-química, que identifica material de origem orgânica.
Num ponto de coleta anterior ao lago, os exames constataram um volume exagerado de coliformes fecais, confirmando que existem naquela região muitas ligações clandestinas de esgoto sanitário direto na rede de galerias pluviais, revelou Gonçalves.
No ponto posterior ao lago, o índice de poluição está um pouco acima do aceitável. De acordo com os técnicos, o lago funciona como depurador do material poluente, que vai sendo degradado pela atividade biologica. Porém, assinalam que não dá para manter uma função deste tipo numa área de lazer.
A Sanepar, em Apucarana, estima que na região entre o lago e o centro da cidade existem cerca de 250 ligações clandestinas de esgoto sanitário. Os dejetos residenciais caem direto nas galerias pluviais e, pelo relevo da região, desembocam no Lago Jaboti.
O gerente-regional da Sanepar, Roberto Takashina, admite que a empresa pode até identificar os poluidores, considerando que praticamente toda a região é servida por rede de esgoto. Os domicílios cujos moradores negam-se a fazer a ligação na rede coletora são suspeitos, diz o engenheiro.
Após as férias forenses, a Promotoria Especial do Meio Ambiente deve convocar uma reunião para avaliar o problema e encaminhar providências. A denúncia de poluição do lago foi recebida pelo promotor Luiz Fernando Delazari, que solicitou a presença de técnicos do IAP, para proceder a coleta e análise da água.


