Com a competência acumulada em anos atendendo casais, normalmente em crise, o psicoterapeuta Carlos Sproesser orienta os namorados atuais a deixarem de lado o individualismo para sentirem a leveza do amor romântico. ''Parar e admirar a natureza a dois, prestando atenção na sinfonia das folhas, do vento. Isso faz bem para a mente, para o corpo e para o coração'', assegura.
Sproesser lembra que os relacionamentos atuais tendem a ser pragmáticos, com cada um tentando viver apenas o momento presente e se afastando do que é subjetivo no amor. ''O aspecto psicológico do romantismo é deixado de lado. O indivíduo se torna imediatista. Basicamente, isso é o consumismo, que torna tudo descartável, inclusive os relacionamentos interpessoais'', analisa o psicoterapeuta.
Ele brinca que os casais que estão retornando para as praças são ''uma espécie em extinção''. ''Eu não me arrisco hoje em dia a sair com minha esposa e sentar num banco de praça. Se houvesse segurança, isso seria maravilhoso'', comenta. (L.A.)

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