AML apóia medida, mas
sugere maior fiscalização
O presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Pedro Garcia Lopes, também é favorável à comercialização dos medicamentos genéricos para reduzir o custo dos produtos, mas defende uma fiscalização para garantir a qualidade e reduzir a possibilidade de fraudes. ‘‘É muito comum o doente interromper o tratamento porque não tem condições de pagar pelos medicamentos, principalmente os doentes crônicos’’, lembra.
O médico costuma pesquisar preços para indicar os produtos mais baratos ao paciente e lembra que as farmácias de manipulação podem ser uma alternativa. ‘‘Mas se é um laboratório de fundo de quintal não recomendamos. Antes é preciso saber se realmente é uma coisa séria’’, adverte. Pedro Lopes lembra do antidepressivo Fluoxetina, que custa entre R$ 50,00 e R$ 60,00 e que pode ser adquirido por R$ 8,00 nas farmácias de manipulação.
Segundo Garcia Lopes, a revista da AML de setembro trará orientações para que os médicos utilizem os produtos genéricos, mesmo não sendo uma obrigação legal para o profissional de saúde. (L.R.)

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