Amizade que se constrói pedalando pela cidade
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sábado, 15 de janeiro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Pedaladas e companheirismo. Esta é a rotina de um grupo de amigos londrinenses quatro vezes por semana. Os ciclistas fazem os mais diversos tipos de passeio: pedaladas de fim de tarde, trilhas, voltas noturnas, viagens para cidades vizinhas. Cerca de 30 participam com frequência das atividades da equipe, que percorre em média 30 quilômetros em cada encontro.
Além da qualidade de vida, os integrantes têm outras preocupações constantes, como segurança, respeito às regras de trânsito e consciência ambiental. O itinerário é variável. Às terças e quintas-feiras, o passeio é nas ruas da cidade. Os fins de semana são reservados para voltas mais longas, com trilhas na Zona Rural e ''viagens'' para cidades da região, como Rolândia, Arapongas e Apucarana.
A paixão pela bicicleta não tem limites. O primeiro dia do ano foi dedicado ao esporte, com uma viagem até Apucarana, totalizando 140 quilômetros de ida e volta. A equipe é bastante heterogênea. A maioria é formada por homens, mas também há mulheres. As idades são variadas, de 17 a 60 anos.
Um dos membros mais velhos do grupo é o vendedor José Carlos Ferreira, 51 anos. Com o bancário Sinésio Brito de Araújo, 44, ele é o pioneiro da equipe de ciclistas. ''O grupo existe desde a 1 Volta dos Pioneiros, quando decidimos nos reunir para pedalar com frequência'', revela Ferreira.
A segurança é, de acordo com Ferreira, uma das principais preocupações dos ciclistas. A grande maioria pedala com equipamento completo, que inclui capacete, luvas, garrafa de água, câmara e bomba de encher pneu. Por precaução, os participantes procuram andar juntos. Segundo os integrantes, o grupo nunca envolveu-se em acidentes graves. Somente alguns tombos, que resultam em pequenas escoriações. ''Se não tiver queda não tem graça'', diverte-se Ferreira.
O clima nas pedaladas é de pura descontração e brincadeira. Mas a amizade entre os participantes transcende os passeios ciclísticos. ''Sempre que dá certo fazemos churrascos com a equipe'', conta Araújo. A idade também não é empecilho para as pedaladas mais longas. ''Tem gente com quase 60 anos que aguenta mais do que a molecada de 17'', provoca Ferreira.
Para o advogado Fabiano Luiz de Oliveira, 28, a maior motivação é o companheirismo. ''Sempre andei sozinho. Quando fui convidado para integrar o grupo, comecei a andar com eles'', conta o ciclista.
O sentimento de solidariedade está presente em todos os integrantes. Um ciclista nunca é deixado para trás quando não consegue acompanhar o ritmo do grupo. A próxima façanha nos planos dos integrantes é uma viagem mais longa que as rotineiras. Uma pedalada até Maringá, a 105 quilômetros de Londrina.


