Familiares, amigos e colegas de curso prestaram as últimas homenagens ontem pela manhã à estudante Andréa Cabral, 21 anos, assassinada na última quinta-feira. Ela cursava o 1º ano de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e foi executada com um tiro na nuca junto com a colega Rúbia Graziela da Silva, 20, que também morreu após levar três tiros. O duplo homicídio ocorreu em uma estrada de pouco movimento no Jardim Colúmbia (Zona Oeste), nas proximidades da universidade. As suspeitas da polícia é de que o crime tenha motivos passionais ou relação com o tráfico de drogas.
Andréa fazia parte do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UEL e durante a cerimônia de sepultamento no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte), os amigos de movimento estudantil cantaram uma música do grupo Legião Urbana, que diz em um dos versos que ''nada vai conseguir mudar o que ficou''. Eles relembraram a atuação de Andréa na luta pela garantia de direitos para os estudantes e estenderam uma bandeira do movimento sobre o caixão.
A estudante foi morta na companhia da amiga Rúbia, que não estudava na UEL. Como a família da jovem reside em Cambé, ela foi sepultada na cidade vizinha também na manhã de ontem. Rúbia foi atingida por três disparos: um na nuca, outro nas costas e um terceiro em uma das pernas.
O crime, segundo estimou a Polícia Científica, teria ocorrido entre 22 horas e 23 horas de quinta-feira. A hipótese de latrocínio foi descartada já que nada foi roubado, nem mesmo uma Honda Biz pertencente à Andréa. O telefone celular da estudante foi apreendido. O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial encarregado do caso, Joaquim Melo, não foi localizado por telefone ontem. Na sexta-feira, ele afirmou que o crime poderia ter ligação com o tráfico de drogas ou motivos passionais, pois existia a possibilidade de que as vítimas mantivessem um relacionamento.
Um familiar de Andréa que acompanhava o sepultamento, comentou que as duas se conheciam há algum tempo e que teriam perdido contato após Rúbia ter sido presa por furto. A família, segundo ele, garante que ela não era usuária de drogas. ''A gente não tem idéia do que pode ter provocado essa tragédia'', lamentou o familiar.

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