Quadras e campos de futebol deteriorados de um lado, equipamentos de última geração de outro. No vale do Jardim Quebec (Zona Oeste), um grupo de amigos formado por profissionais liberais investiu a energia do feriado de meio de semana em uma atividade que já é prática comum entre eles: o ''mountain board''. Na tradução literal, algo como a ''prancha de montanha''.
Criada por dois norte-americanos há 11 anos, a idéia era possibilitar uma espécie de variedade do snowboard, sem neve, no equipamento que lembra um skate adaptado, mas com rodas diferentes. Conforme os adeptos, dependendo do declive do terreno, a velocidade pode chegar até 50 Km/h. Sem contar os itens de segurança básicos, como joelheira, capacete e cotoveleira, o skate pode custar de R$ 600 (nacional) a R$ 1,5 mil (importado).
Praticante do mountain board em Londrina há cerca de um ano, o engenheiro agrônomo Roberto Alves de Oliveira, 33 anos, disse que aproveita a profissão para descobrir novas áreas para a aventura. ''E assim a gente vai a outros vales e até fazendas duas, três vezes por semana'', explicou.
Com o equipamento adquirido há somente duas semanas, o advogado Fábio Martin, 30, comentou que espaços para esse tipo de diversão não faltam em Londrina. Segundo ele, porém, há ressalvas: ''Alguns que a gente visita, como o Vale do Rubi ou mesmo o Zerão, estão muito mal cuidados''. (J.G.)

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