Rio Cerca de 300 pessoas, entre parentes e amigos da estudante de direito Cíntia de Araújo Lima dos Santos, morta na noite de sexta-feira com um tiro de fuzil na cabeça disparado por traficantes, fizeram ato contra a violência ontem de manhã, durante o enterro, no Cemitério de Irajá, zona norte do Rio.
Eles fecharam a rua em frente ao cemitério com cartazes pedindo justiça, paz, liberdade e segurança. Familiares de outras vítimas da violência no Rio prestaram solidariedade. O marido de Cíntia, o vendedor Edmilson dos Santos, contou que eles comemorariam no sábado o aniversário da filha mais nova, Gabriela, de três anos.
Acompanhada de três amigos, Cíntia, que tinha 27 anos, passava de carro pela Avenida Itaóca, em Bonsucesso, na zona norte, quando foi baleada. Ela estava no banco do carona. O motorista, Edson da Silva Raimundo, de 29 anos, que ficou ferido na mão, desmentiu a versão de falsa blitz de criminosos. Ele disse que cinco homens se aproximaram do veículo já atirando. Ontem, a governadora do RJ, Rosinha Matheus (PSB) lamentou o assassinato de Cíntia.

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