Aprender uma nova língua, conhecer culturas diferentes, fazer amigos no mundo todo e ainda viajar. Todos estes benefícios fazem parte de uma viagem de intercâmbio, que permite que os jovens tenham a possibilidade de viver por três meses ou um ano em casas de famílias em um país diferente.
Rafaela Basso, de 17 anos, e Frederico Almeida, 18, chegaram há cerca de um mês da Alemanha, onde estiveram por um ano. Os dois afirmam que foi uma experiência de amadurecimento. Rafaela explica que inicialmente queria aprender uma nova língua, mas a viagem rendeu muito mais do que isso. ''Aprendi que as pessoas são diferentes e que a gente não pode julgar ninguém antes de conhecer melhor'', diz.
Ela conta que fez muitos amigos e que o intercâmbio é a única situação que permite que um joven vivencie uma cultura diferente e conheça pessoas do mundo todo. ''Eu fiz muitos amigos. Às vezes dava um aperto no peito por estar longe da família, mas eu estava cercada de gente que me apoiou e sabia que tudo valeria a pena'', justifica.
Para Frederico, a viagem acabou colaborando na escolha de uma nova profissão. ''Saí daqui querendo prestar vestibular para medicina, mas voltei certo de que vou fazer administração'', afirma. Ele passou por três famílias alemãs e seus ''três pais adotivos'' trabalham na área de administração e finanças.
''Conheci uma profissão diferente da do meu pai que é médico. Acabei gostando mais'', garante. Segundo ele, são muitas as diferenças culturais. ''Parece outro mundo. Na Alemanha as pessoas têm um jeito de ser bem diferente. Foi difícil no começo, mas depois me adaptei e em nenhum momento pensei em voltar'', destaca.
As famílias participam de todo o processo de intercâmbio e recebem em casa um jovem intercambista enquanto o filho está em viagem. Para o médico Mauro Basso, pai de Rafaela, a experiência é muito boa porque une famílias. ''Nós fizemos amizade com os pais alemães da Rafaela e até fomos visitá-la. Também ficamos amigos dos pais dos jovens que recebemos'', diz. Ele afirma que se sentiu seguro, apesar de tanto tempo longe da filha. ''Eu sabia que ela estava sendo bem cuidada. Sempre pensei no lado positivo desta viagem e fazia força para apoiá-la'', revela.
A mãe de Frederico, Ednar Almeida, disse que viu mudanças no filho. ''Ele aprendeu a se virar, visitou países diferentes, está falando alemão e fez muitos amigos. Ainda na semana passada eu estava com dois alemães, amigos dele, hospedados em casa. A família ganha muito com isso'', afirmou. Ela destacou que a preparação para a viagem permitiu que a família pesquisasse e aprendesse sobre a colonização alemã na região de Londrina. ''O intercâmbio não serve apenas para aprender uma língua, isso é consequência do aprendizado de toda uma cultura'', finalizou.

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