Amigo do homem, fiel à polícia
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Zeus é um ''policial'' muito respeitado entre os integrantes do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Londrina. Olhos atentos e uma boca grande, o rottweiler assusta até mesmo integrantes de outros setores do batalhão. Se um dos objetivos da presença dos cães na polícia é ''causar impacto'' diante de bandidos, o efetivo do Choque de Londrina está bem estruturado. Assim como Zeus, outros 13 cães têm trabalhado e são treinados para atuar na linha de frente das ações mais complexas, entre elas, garantir a segurança pública, encontrar drogas, resgate de pessoas e localização de fugitivos.
Um dos responsáveis pelo Canil é o sargento Arlindo Marcos Firmino, que atua no Choque desde a sua fundação em Londrina no final da década de 1980. ''Eles auxiliam no combate ao narcotráfico, economizam tempo, pessoal na localização de drogas, expõem menos os policiais ao risco de vida e possibilitam maior e melhor precisão no rastreamento e varredura em buscas na mata, além de combater o crime de forma efetiva'', diz.
São cerca de 200 quilos de ração por mês para atender todo o canil. Os cuidados, como banho, aplicação de vacinas, remédios e carinho, ficam por conta dos policiais que adotam o companheiro que permanecerá com ele até a ''aposentadoria'' - quando completa cerca de dez anos de vida.
O pastor alemão Max é o companheiro fiel do soldado Celso Batista de Lima. ''Quando preciso que ele vá atrás de uma pessoa eu simplesmente chego perto dele, olho para o local e aponto o alvo. Quando percebo que ele identificou a pessoa eu solto. Ele sai correndo na direção certa'', explica.
Max, que tem três anos e meio de vida, começou a ser treinado quando tinha um ano e é ''especialista em controle de tumulto, abordagem policial, patrulhamento, controle de rebelião e busca em mata. ''Há pouco mais de um ano uma mulher teve a bolsa roubada no Calçadão. Havia centenas de pessoas por lá, mas eu soltei Max e mandei ele pegar o ladrão. Ele correu mais de dois quarteirões e conseguiu prender o meliante'', comenta.
A estrutura do Canil não é muito grande, o suficiente para abrigar os animais e um escritório para o efetivo de dez homens. Recentemente, eles receberam a doação de um roupa chamada ''bite suit'' utilizada nos treinos.
Homenagem
Além dos cães de ataque, há os labradores como a Akira, de 7 anos, que ajudou na apreensão de uma tonelada de droga em um ano. Rambo, o pastor alemão albino de oito meses está sendo treinado para shows e eventos para crianças. Tem ainda o Aruki, um pastor belga Malinois de sete meses. ''Este vai ser treinado para ataque e outras ações, mas sabemos que a polícia de São Paulo passou a adquirir desses cães por serem extremamente obedientes'', comentou Lima.
Mas o ''xodó'' é a pequena Tasha, uma pastor alemão capa preta de cinco meses. Com o temperamento a ser descoberto pelos policiais, a cadelinha ainda vai ser treinada, mas a expectativa dos policiais é que seja forte como Sacha, que morreu há pouco mais de um ano e ganhou até um busto de pedra em sua homenagem. ''Ela era uma cachorra muito querida, obediente e trabalhou muito com a gente. Viveu pouco mais de dez anos e morreu velhinha. O busto foi uma forma que encontramos de homenageá-la. Quem sabe a Tasha não vai ser como ela?'', brinca o sargento Arlindo.


