Amigo de Zanella diz que foi forçado a aceitar farsa policial
O Ministério Público deve enviar hoje à 6ª Vara Criminal o pedido de prisão preventiva do delegado Maurício Fowler, responsável pelo plantão no 12º Distrito Policial de Curitiba na noite em que Rafael Rodrigo Zanella foi morto. O pedido, segundo o advogado Júlio Góes Militão da Silva - que atua como assistente da acusação - será baseado nas acusações contra Fowler que constam no depoimento de testemunhas.
No início da noite de ontem, a expectativa era de que o julgamento do policial civil Reinaldo Siduovski terminaria no início da madrugada de hoje. Ele é o segundo acusado do Caso Zanella a ser julgado. O primeiro a sentar no banco dos réus foi o policial civil Airton Adonsk Júnior, condenado a 38 anos de reclusão, no início do mês passado.
Acusação - A segunda testemunha a depor no julgamento de Siduovski foi Wilson Gevard Junior, que era amigo de Rafael Zanella e estava no carro do estudante na noite do crime. Gevard confirmou a presença do policial Reinaldo Siduovski no operação que vitimou o estudante e disse que o réu estava presente quando os policiais pressionaram a ele (Gevard) e os amigos Marcos Valduga e Rafael Ferreira a aceitar a farsa montada para colocar Rafael Zanella como traficante e inocentar os policiais. Disseram que se nós aceitássemos a versão da polícia deixaríamos de ser enquadrados como traficantes, disse. Seríamos indiciados como usuários e poderíamos ser soltos mediante o pagamento de fiança.
Gevard Junior chegou a admitir ter usado maconha por algumas vezes, mas declarou que nunca havia presenciado Zanella consumir tóxicos. (A.V. e G.V.).





