Curitiba - Jean Francisco Schamposki Maceno, 26 anos, foi preso ontem de manhã e confessou ter matado o amigo de infância Cristiano Henrique Bande Camilo, 28 anos, e a namorada dele, a publicitária suíça Cristine Pizon Kelli, 34 anos. O casal estava no Brasil há um mês para visitar a família de Camilo e sumiu na quinta-feira passada, de forma misteriosa, do hotel onde estava hospedado.
Maceno se entregou àpolícia após ser denunciado pela namorada Katia Cirlene do Prado, 23 anos, suspeita de participar do crime. Após um interrogatório que durou quatro horas, ela admitiu que o namorado praticou o crime e levou os policiais até o local onde estavam - uma fossa desativada nos fundos de uma casa na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Agora a polícia procurando uma terceira pessoa envolvida no crime, Claudio Chaves, que está foragido. Segundo depoimento de Maceno, Chaves também participou do assassinato do casal.
Jean Maceno contou à polícia que matou o amigo por dinheiro. De acordo com o delegado Vinicius Augustus de Carvalho, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Cristiano havia confidenciando ao assassino confesso que estava juntando dinheiro para comprar um imóvel em Florianópolis, o que teria aguçado o interesse em roubar oamigo.
O delegado do Cope disse que a polícia começou a desconfiar de Jean Maceno desde quando a família relatou que após o sumiço do casal, o rapaz também parou de manter contato. A polícia foi até a casa dele e conseguiu uma foto sua, com Katia. Pela foto, os funcionários do hotel identificaram Maceno como sendo ''Paulo'', que tinha tentado as bagagens do casal.
O assassino confesso contou que atraiu primeiro Cristiano à sua casa, onde matou o amigo com pancadas na cabeça usando uma barra de ferro. Em seguida, colocou um saco plástico na cabeça dele. Depois, Maceno e o comparsa Claudio teriam ligado para Cristine no hotel, falaram que iriam pegá-la para em seguida passar numa academia onde Cristiano estaria fazendo musculação. A publicitária suíça teria sido morta asfixiada no próprio carro que o casal havia comprado há um mês, um Escort.
A Agência Consular da Suíça em Curitiba está acompanhando o caso e só vai fazer o comunicado oficial ao Consulado da Suíça, em São Paulo, quando tiver certeza que o corpo encontrado é da publicitária. O órgão aguarda exame da arcada dentária. Segundo o consul honorário André Larsen, a família de Cristine, na Suíça, ontem ainda não estava sabendo do assassinato.

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