Ameixeiras 'param' o trânsito em Londrina
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quinta-feira, 08 de setembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os belos jardins das mansões que dominam a paisagem na avenida Adhemar de Barros, às margens do Lago Igapó 1 (Zona Sul de Londrina), ganharam uma concorrência de peso, e saborosa. Dezenas de ameixeiras plantadas no canteiro central e que ficam carregadas de frutos maduros nesta época do ano estão fazendo a alegria de quem passa a pé ou mesmo de carro.
Por alguns momentos, o operador de guincho José Cláudio Silva, 35 anos, e os filhos Jonathan, de 12, e Gabriel, de 9, relembraram o tempo em que moravam na zona rural de Londrina estavam acostumados a saborear frutas direto do pé. Uma prática que na cidade só é possível em ocasiões muito especiais. ''Ví a turma pagando, chamou minha atenção e resolvi pegar também'', confessou. Mais do que depressa, os meninos subiram na árvore e lá do alto, eles se revezavam entre comer os frutos maduros da ameixeira e jogar os cachos mais robustos para o pai, que preferiu ficar em terra firme. Em pouco tempo, eles encheram uma sacola plástica.
Perto dalí, o aposentado Valter Ribeiro, 53 anos, parou o carro no acostamento e toda família aproveitou para sentir o prazer de colher as ameixas no pé. Morador no Parque das Indústrias (Zona Sul), ele também relembrou dos tempos de moleque vividos no campo. ''Na cidade, pé carregado assim com fruta madura é novidade porque a meninada não costuma deixar madurar e pega tudo verde mesmo'', falou com sorriso no rosto.
Generosos, os pés carregados com cachos e mais cachos de ameixa no ponto para consumo também fazem a alegria dos atletas de final de tarde que usam a avenida como pista de caminhada. Amigos, namorados, casais de idosos, todos se rendem ao doce sabor da ameixa madura. Cenas semelhantes ocorrem na avenida Serra da Esperança, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste). que na verdade não é nativa do Brasil.
Conforme o pesquisador da área de fruticultura do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sérgio Ruffo Roberto, a espécie não é nativa do Brasil e aqui ficou conhecida como ameixeira japonesa porque foi trazida do Japão, onde é bastante comum. Como uma planta de clima temperado (frio), o pesquisador explicou que os frutos são mais comuns no final do ano. Porém, algumas espécies florescem antes e os cachos amadurecem mais cedo. ''São frutas ricas em vitamina C e açúcar e são bastante nutritivas'', apontou Roberto. Ele avisou que essa ameixa não pode ser confundida com a ameixa preta usada na culinária, que é chamada de européia porque é importada daquele continente.


