Ameaças de bomba voltam a assustar
A Polícia Militar acusou neste final de semana o início de uma nova onda de ameaças de bombas contra shoppings centers de Curitiba. A primeira foi registrada no sábado à noite, provocando a evacuação total do Shopping Mueller. Ontem, a PM informou que um telefonema anônimo obrigou a uma varredura no Shopping Curitiba - não confirmada pela administração do shopping.
A ameaça contra o Mueller ocorreu pouco depois das 19 horas de sábado, através de um telefonema anônimo para o número 190 da PM. Cerca de 30 policiais evacuaram e isolaram o shopping por quase duas horas, mas nada foi encontrado. Segundo o gerente de marketing do Mueller, Marcos Villanova de Castro, cerca de sete mil pessoas estavam no shopping no momento do alerta.
É lamentável que não se consiga localizar os responsáveis por essas ameaças, que trazem um prejuízo difícil de estimar, afirma Villanova. O Mueller já foi alvo de ameaças de bomba no ano passado, sem que ninguém fosse punido. Mas Villanova não atribui a culpa à polícia. Mesmo aparatos policiais de primeiro mundo têm dificuldades de rastrear ameaças assim, afirma.
Ontem à tarde, o sub-comandante do 12º Batalhão da PM, major Nemésio Xavier de França, afirmou que oito policiais da unidade fizeram uma varredura no Shopping Curitiba, provocada por um telefonema anônimo recebido às 12h20. Segundo ele, o único objeto suspeito encontrado - por um segurança do próprio shopping - foi uma caixa contendo um par de sapatos velhos. A caixa, informou, estava num banheiro do primeiro piso. Não tenho conhecimento do assunto, disse o administrador geral do shopping, Augusto de Fonseca.
No ano passado, a onda de ameaças durou uma semana, deflagrada por uma bomba encontrada no dia 15 de outubro num banheiro do Shopping Curitiba. A polícia chegou a apresentar o retrato falado de dois suspeitos, mas nada descobriu.
O secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, também prometeu providências - inclusive prisão - contra os autores dos telefonemas; ninguém foi identificado. Na época, a boataria incluía versões segundo as quais a história das bombas não passava de um circo, montado por possíveis beneficiários da irresponsabilidade.





