O assaltante Marcelo Borelli, transferido em dezembro do ano passado para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), continua isolado dos demais presos, mesmo depois de ter passado o período de triagem. Segundo o diretor do presídio, Raimundo Hiroshi Kitanishi, ele corre risco de vida se dividir a mesma cela com outros internos. Borelli foi condenado a 177 anos e meio de prisão, acusado de sequestro de aviões, assaltos a bancos e carros-fortes, além de tortura a uma criança de quatro anos, filha de um ex-colega dele.
O diretor da PEL disse que nas prisões existe um ‘‘código de honra’’ entre os presos, que não perdoam estupradores e torturadores de criança. ‘‘Ele pode ser morto se ficar junto com outras pessoas na mesma cela.’’ De acordo com Kitanishi, o assaltante está tendo uma conduta normal, mas não tem nenhum contato com os detentos. Ele tem recebido visitas de familiares e realizado as atividades comuns dentro do presídio.
Borelli é o principal suspeito de ser o mentor dos assaltos registrados em julho do ano passado, em Brasília, contra dois aviões da Vasp, quando 61 quilos de ouro foram roubados. Ele também é suspeito da autoria de um roubo, cometido um mês depois, em que cinco assaltantes levaram R$ 5 milhões do malote do Banco do Brasil.
Preso em Brasília e Campo Grande, Borelli escapou de duas tentativas de homicídio dentro das prisões.

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