Ameaça de chuva atrasa entrada das escolas
Segundo cálculos da Polícia Militar, mais de 20 mil pessoas assistiram ao desfile das escolas de samba no domingo à noite em Londrina. Com a ameaça de chuva, as escolas acabaram entrando na avenida com mais de uma hora de atraso. A demora, no entanto, acabou beneficiando as apresentações. O público que não chegava a 10 mil pessoas por volta das 21 horas aumentou consideravelmente com a promessa de estiagem e por volta das 22h30 já lotava os dois lados da avenida Leste-Oeste (centro), entre a Rio Branco e a rua Mossoró.
Famílias com crianças e jovens se acomodavam sentados no meio-fio para aguardar a passagem das escolas. Houve quem preferiu pagar R$ 1,00 para garantir um local mais privilegiado e cômodo para assistir ao desfile. As arquibancadas construídas pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) ofereceram cinco mil lugares.
Não achamos caro e daqui podemos ver melhor o desfile, disse Rita de Cassia Olavo de Oliveira. Mesmo assim os 200 metros de pista para o desfile não foram suficientes para acomodar tanta gente. Muitas pessoas tiveram de se contentar e ver as escolas de samba na concentração (antes de entrarem no desfile) e na dispersão - depois do desfile.
Quem conseguiu autorização para comercializar produtos durante o desfile também ficou satisfeito com o movimento. Lilian Junqueira e Margarete Mardegran conseguiram vender 70% do chopp levado para o desfile. Na terça-feira vamos trazer também pastéis, disseram, animadas com as vendas.
O público respondeu a contento ao esforço das escolas de samba e investimento da Prefeitura. Só desanimou quando, por volta das 23 horas, a chuva ameaçou cair novamente. Quem já tinha visto sua escola de samba preferida - a União da Vila e a Quilombo dos Palmares - optou por ir para casa. Quando a Unidos do Jardim do Sol - três vezes campeã em outros carnavais - iniciou o desfile, por volta da meia-noite, cerca de 10 mil pessoas continuavam na avenida.
A escola mais prejudicada com o atraso e a dispersão do público foi a Navegantes do Mar Azul, campeã de 94, último carnaval competitivo. Última a desfilar, a escola teve de enfrentar problemas com o carro principal. A representação do Kossatumaru, navio japonês que trouxe os primeiros japoneses para o Brasil, teve dificuldades para desfilar na avenida.
Com sete metros de altura, o carro alegórico teve de ser desmontado para poder passar embaixo das fiações de telefone e da Net que atravessavam a avenida. O contratempo atrasou ainda mais o desfile e a escola só conseguiu entrar na avenida às 2 horas da manhã sob os aplausos das menos de cinco mil pessoas que ainda continuavam na avenida.





