O diretor do campus da Uniandrade da João Negrão, na região central de Curitiba, Charles Friedrich Júnior, entrará com uma queixa formar na Polícia Civil para apurar os responsáveis por uma ameaça de bomba na manhã de ontem. Ele contou que recebeu diversas ligações por volta das 8h20. A pessoa, que não se identificava, dizia que tinha colocado uma bomba no prédio e que era melhor evacuar a área. ‘‘Não podíamos brincar com as vidas dos nossos dois mil alunos. Chamamos a polícia para vistoriar o prédio’’, contou ele.
Cerca de 20 policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar e do Comando de Operações Especiais (COE) foram mobilizados para atender a ocorrência. Toda a estrutura do campus, que tem cerca de quatro mil metros quadrados, foi verificada. ‘‘Não tem nada’’, disse o segundo tenente do 13º Batalhão, Periguary Dias Fortes, depois de quase uma hora de vistoria.
A Uniandrade estava em semana de provas. Por causa da ameaça, os alunos foram dispensados. ‘‘Eles não tinham condições de continuar a prova. Amanhã, eles retomam as atividades normais’’, considerou Friedrich Júnior, que não quis levantar suspeitas sobre a autoria do trote.
Em frente a Uniandrade, os alunos estavam tranquilos enquanto aguardavam o resultado das vistorias técnicas. ‘‘Só pode ser um trote’’, alertou a aluna Gleise Silva, do segundo ano de enfermagem. Outro aluno, que não quis ser identificado, arriscou a dizer que esta é uma estratégia de marketing da universidade para atrair mídia. ‘‘Este tipo de estratégia não nos interessa’’, rebateu o diretor.

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