Um telefonema anônimo avisando sobre uma bomba, ontem pela manhã, paralisou por cerca de duas horas as atividades do Instituto Filadélfia de Londrina - que engloba os Colégios Londrinense, Filadélfia e Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) -, localizado na Rua Alagoas, centro da cidade. O Corpo de Bombeiros foi chamado e isolou o local, enquanto o Pelotão de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar vistoriava os prédios. Nenhum artefato parecido com bomba foi encontrado.
Segundo o segundo-tenente Wilson de Oliveira Paulino, do Corpo de Bombeiros, o telefonema anônimo foi recebido por volta das 7h15, quando os alunos começavam a chegar para as primeiras aulas do dia. ‘‘Nós recebemos a comunicação e chegamos por volta das 7h50, quando isolamos todos os prédios, menos o do Cesulon, que não estava incluído na ameaça’’, informou.
O encarregado de segurança do Instituto Filadélfia, Wladuir Kohn, contou que o segurança da portaria da Rua Alagoas foi quem recebeu a ligação. ‘‘A pessoa pediu para falar com a secretaria do colegial. Quando o porteiro ia transferir a ligação, mudou de idéia e disse que não precisava, que só queria avisar que uma bomba iria explodir em uma hora e meia no prédio do colegial’’, contou.
Segundo ele, o porteiro o avisou imediatamente sobre a ligação. Após se comunicar com o diretor-geral, Kohn chamou os bombeiros e encaminhou todos os alunos para o ginásio Colossinho.
Para Kohn, a pessoa que avisou sobre a bomba conhece bem as dependências do prédio. Na opinião dele, a ameaça de bomba não passou de uma brincadeira de algum aluno. ‘‘Mas a gente não pode arriscar, não é?’, observou.
Segundo o tenente Walter João Marques Luiz, todas as dependências foram vasculhadas e liberadas por volta das 9h10.
O diretor-geral do Instituto Filadélfia, Eleazar Ferreira, disse que, apesar da certeza de que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto, todas as medidas de segurança foram tomadas. Ele disse que não há pista sobre o motivo do trote ou quem seria o responsável. O diretor afirmou que vai fazer uma investigação interna. ‘‘Temos como identificar as chamadas recebidas e fazer esta busca’’, salientou.Josoé de CarvalhoPoliciais no Colégio Filadélfia: direção vai investigar o casoTelma Elorza

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