Curitiba Uma denúncia anônima de que bombas caseiras estariam espalhadas no prédio do Tribunal de Contas (TC), no Centro Cívico, em Curitiba, parou os serviços do órgão por cerca de uma hora, ontem à tarde. Praticamente todos os funcionários saíram dos edifícios sede e anexo enquanto alguns deles e a Polícia Militar faziam a busca, segundo informações da coordenação administrativa do TC. Comprovada a inexistência de bomba, boa parte dos servidores retornou para seus postos, embora alguns, ainda tomados pelo pânico, preferiram ir para casa. O Tribunal tem 600 empregados, divididos em dois turnos de trabalho.
''Por mais que tenham dito que não tem bomba eu me sinto insegura e prefiro ir embora. Não vou arriscar'', disse a estagiária Marieli Araújo, 20 anos. Já a diretora de Execuções do TC, Gracia Iatauro, acha que o edifício precisa de mais segurança, por ser um órgão de fiscalização visado.
A coordenadora administrativa do TC, Mara Souza, relatou que, às 13h45, a Diretoria de Recursos Humanos recebeu um telefonema anônimo afirmando que teriam bombas nos andares (seis no prédio anexo e três na sede). ''Já tínhamos sido instruídos a lidar com uma situação como esta. Então verificamos se existia sacolas incomuns nos setores e acionamos a PM Autorizamos a saída de quem se sentia ameaçado'', contou ela. ''Não foi preciso chamar a equipe Anti-bombas. Essa falsa denúncia é um crime e teve como objetivo pertubar o sossego dos funcionários e a rotina do Tribunal. A ocorrência foi protocolada e terá acompanhamento.'', disse o tenente da PM, Periguary Dias Forte.
A coordenadora levantou algumas hipóteses que podem ter motivado o trote.'' No dia 9, vai sair o resultado dos concursos e ainda existe a lista das pessoas (inelegíveis) que não prestaram contas com o órgão. De repente, alguém se sente incomodado com isso'', supõe Mara Souza. Ela diz que a segurança é feita por três vigilantes, câmeras de segurança e o acesso ao local se dá por uma única entrada. ''As recepcionistas abordam todas pessoas. Mas já estamos fazendo uma licitação, na próxima semana, para adquirirmos catracas, sensores de metais e ampliar o monitoramento de câmeras.''

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