Um trote telefônico, anunciando a existência de uma bomba no Aeroporto de Londrina, mobilizou policiais militares na manhã de ontem. Cerca de 60 policiais rodoviários participavam de um curso no momento em que a informação chegou até o aeroporto. Todos tiveram que interromper as atividades e sair do auditório. Foi feita uma varredura, mas nada foi encontrado.
A ligação aconteceu às 8h30 para o Corpo de Bombeiros e logo em seguida para a Polícia Militar. A pessoa, que teria se identificado como ''Carlos'', disse que havia sido informado por terceiros que havia uma bomba no auditório do aeroporto, exatamente onde estava sendo realizado o curso. A bomba estaria programada para explodir às 11 horas. Segundo a polícia, a chamada foi feita de um telefone público localizado em uma praça em frente ao aeroporto. Testemunhas relataram à polícia que teriam avistado três pessoas, bem vestidas, circulando nas proximidades da praça, próximo ao horário do trote.
De acordo com o capitão Wilson Paulino, do Corpo de Bombeiros, que estava ministrando o curso, a aula ainda não havia começado quando a informação foi passada a eles. ''Quando ficamos sabendo, evacuamos todo o auditório e fizemos uma varredura no local mas nada foi encontrado. A Infraero também nos passou que comunicaria Brasília sobre o fato e também a Polícia Federal'', disse.
Apesar da ameaça de bomba, o aeroporto continuou operando normalmente. Os passageiros não foram afetados e nenhum vôo atrasou ou foi cancelado. A superintendência da Infraero não se pronunciou sobre o assunto. Segundo capitão Wilson, depois que os PMs checaram o auditório, o curso seguiu normalmente.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, disse que não é incomum a polícia receber trotes anunciando a existência de bombas em locais públicos. Ele ressaltou que a polícia está preparada para esse tipo de ação, porém, salientou que trotes como esses acabam atrapalhando as atividades da polícia. ''É comum recebermos trotes que anunciam bombas em universidades, por exemplo, e geralmente, em dias de prova. Estamos preparados para isso e as atividades dos locais não deixam de funcionar por conta dessa informação. A polícia vai até o local e faz a checagem. Infelizmente é uma brincadeira de mau gosto'', disse.
Segundo o capitão James, do Corpo de Bombeiros, ainda na manhã de ontem, agentes da Polícia Federal estiveram na central dos bombeiros para ouvir a gravação e tentar identificar a pessoa que passou o trote. O delegado da PF Kandy Takahashi afirmou que o teor da denúncia anônima era vago e que, como os policiais militares e os bombeiros já estavam no aeroporto, e a situação estava sob controle, não houve envolvimento da Polícia Federal no caso.

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