Ameaça de bomba leva tensão à Caixa
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Luiz Taques 
Londrina
Paulo WolfgangCom cuidadoO perito Geraldo Gonçalves (à esq.), da Criminalística, abre pacote enviado do Distrito Federal, onde estaria a bomba: apenas correspondência interna do bancoA agência da Caixa Econômica Federal (CEF) da rua Maringá fechou mais cedo ontem por causa da ameaça de explosão de uma bomba que estaria dentro de um pacote. Recebi dois telefonemas anônimos com essas ameaças, disse o supervisor substituto da agência, Marcos Renato Beraldo.
As polícias Federal, Civil e Militar foram avisadas pela gerência. Em poucos minutos, a agência foi esvaziada para que os peritos pudessem vasculhar o prédio. Ao final da operação, os peritos descobriram que tudo não passou de dois alarmes falsos, mas que provavelmente foram feitos pela mesma pessoa.
Aqui não tem bomba alguma, garantiu o chefe-adjunto do Instituto de Criminalística de Londrina, Geraldo Gonçalves. A perícia da Criminalística foi concluída às 15h20, duas horas depois do primeiro telefonema anônimo.
Segundo o supervisor-substituto Marcos Renato Beraldo, a primeira ligação foi feita de um aparelho celular; a segunda, de um telefone público - esta ligação foi a cobrar.
A pessoa que ligou se identificou como Marcelo e forneceu inclusive o número do telefone celular para que a gente confirmasse a veracidade da informação, afirmou o bancário. Ligamos para esse número, mas o telefone estava fora do ar, acrescentou Marcos Renato Beraldo. Segundo ele, a voz dizia: Tire o pessoal com urgência, porque uma bomba vai explodir aí e não é mentira não.
A ameaça, salientou o supervisor da CEF, Marcos Beraldo, dizia também que a bomba encontrava-se dentro de um pacote. O único pacote que a perícia considerou suspeito havia sido enviado do Distrito Federal.
O chefe-adjunto do Instituto de Criminalística, Geraldo Gonçalves, levou o pacote para fora da agência para ser aberto. Com a ajuda de um outro perito, ele conseguiu abrir o pacote. No interior do pacote havia apenas correspondência interna do banco.
A agência, o Centro de Processamento de Dados (CPD) e uma parte do setor administrativo da CEF funcionam no prédio da rua Maringá. Aproximadamente 150 pessoas trabalham lá.
Por precaução, o gerente-geral da agência, Israel Sonomiye, encerrou o expediente ao público às 15h30, antes do horário normal de fechamento do banco, que é às 16 horas. Desde a primeira ameaça, no entanto, o atendimento ao público já havia sido interrompido. A Polícia Federal tenta agora descobrir o autor das ameaças.


