Ameaça de bomba fecha agência bancária
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terça-feira, 15 de março de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Uma ameaça de bomba provocou o fechamento da agência do Banco do Brasil da Avenida Bandeirantes (Área Central) por uma hora, na manhã de ontem. Cerca de 20 do total de 25 funcionários da agência foram obrigados a deixar o prédio do banco, até que a equipe anti-bombas do Pelotão de Choque da Polícia Militar de Londrina fizesse a vistoria do local. Segundo o sargento do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), Hélio Jacinto de Souza, nada foi encontrado, configurando o segundo trote do gênero na cidade desde novembro. Na ocasião, a sede da Folha de Londrina foi a alvo da brincadeira.
De acordo com o gerente do banco, Sérgio Roberto Tonsig, uma das telefonistas da agência recebeu a ligação por volta das 10h20. ''A telefonista contou que uma voz masculina teria pedido para falar comigo. Ela avisou que eu ainda não havia chegado. Então ele teria feito o alerta de que não deveríamos abrir o banco pois a pessoa teria colocado uma bomba aqui'', contou. ''Disse, inclusive, que voltaria a ligar para falar comigo, mas não retornou.''
Seguindo os procedimentos padrões determinados pela rede bancária, o gerente disse que comunicou a ocorrência imediatamente ao Núcleo de Segurança do banco, em Curitiba. ''Eles nos ordenaram que evacuássemos o prédio e que avisássemos a polícia'', contou Tonsig.
A ordem foi seguida e os 20 funcionários que estavam na agência tiveram que deixar o local. Os clientes foram impedidos de entrar e encaminhados para outros bancos nas proximidades. O Pelotão de Choque da PM chegou em 15 minutos e em uma hora a vistoria havia sido concluída. ''Não encontramos nada. Era mais um trote'', disse o sargento Jacinto. A agência foi reaberta às 11h45.
No último caso semelhante registrado pela polícia, a sede da Folha de Londrina foi interditada por cerca de duas horas, depois que uma atendente do jornal recebeu uma ligação onde uma voz, também masculina, dizia ter deixado uma bomba no prédio. ''Isso é falsa comunicação de crime e o autor dessa brincadeira pode ser indiciado'', alertou o sargento.
No caso de ontem, o gerente do banco informou que vai pedir à Justiça a identificação de chamadas efetuadas ao banco durante a manhã, para que o autor seja localizado. ''Temos identificador nos nossos telefones, mas a telefonista ficou nervosa e perdeu a chamada'', disse Tonsig.


