Ameaça de bomba esvazia o Palácio do Comércio
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quinta-feira, 23 de outubro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Josoé de CarvalhoMais um trotePoliciais vistoriam elevador: nenhum artefato foi encontrado em qualquer dos 19 andares do edifícioUma ameaça de bomba assustou as pessoas que trabalham no Edifício Palácio do Comércio, na rua Minas Gerais (área central). O aviso, feito por um homem, dizia que a bomba explodiria entre 18 horas e 18h15, em uma sala do 13º andar ou em um dos três elevadores. Depois de retirar todos do prédio e fazer uma vistoria geral, a Polícia Militar concluiu que era apenas um trote.
O telefonema foi dado às 17 horas, para a sala onde funciona o Secovi. A PM foi chamada e determinou que todos se retirassem do edifício. Houve um certo tumulto na saída das cerca de 300 pessoas e várias delas se assustaram com a notícia. Elas ficaram com medo porque é uma situação que não acontece todo dia, observa o soldado da PM Moises Barbosa dos Santos.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para isolar o edifício. Os policiais esperaram dar o horário que a bomba explodiria e, em seguida, entraram para fazer uma vistoria. Rastreamos principalmente o local onde estaria a bomba para ver se havia algum tipo de artefato, explica o soldado Moises.
Josoé de CarvalhoRetirada estratégicaCuriosos e pessoas que trabalham no Palácio do Comércio aguardam vistoria da PM: tumulto na saída
O prédio possui 19 andares e em nenhum local foi encontrado algum indício de bomba. O prédio ficou interditado por cerca de 90 minutos.
Antes mesmo da vistoria terminar, o zelador do edifício, Luciano Durães, apostava que era apenas um trote. Ele lembra que esta não é a primeira vez que ameaçam explodir uma bomba. Há uns seis anos teve uma ameaça, mas não deu em nada.
No prédio funcionam as rádios Folha FM e Igapó FM, que não tiveram suas transmissões paralisadas porque o sistema é informatizado. Segundo a direção das rádios, o ouvinte pode ter estranhado um pouco a ausência do locutor.


