Uma ameaça de bomba causou transtorno e atraso para 42 passageiros do vôo 111 da Vasp no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Por volta das 12h45 de ontem, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu uma ligação telefônica anônima sobre um explosivo que estaria no interior do Boeing 737-200. Após cerca de duas horas e meia de buscas nenhum objeto suspeito foi localizado dentro da aeronave. O avião foi liberado para seguir viagem até Londrina.
O Boeing da Vasp já estava manobrando na pista para decolar quando a informação da ameaça de bomba chegou à cabine do comandante através da gerência do aeroporto. Bagagens e passageiros foram revistados. Os ocupantes não utilizaram saídas de emergência para deixar o avião. Agentes da Polícia Federal, funcionários da Infraero (empresa que administra o aeroporto) e bombeiros foram chamados para ajudar nas buscas. Por medida de segurança, o avião foi levado para a cabeceira 29, que fica a 800 metros do terminal de embarque.
A revista nos passageiros e bagagens durou aproximadamente 45 minutos. As pessoas tiveram que passar por um aparelho de raio-x. A busca na aeronave foi mais extensa. Terminou perto das 15 horas. O aparelho deveria ter decolado por volta das 12h45 e sua chegada a Londrina estava marcada para às 13h35. Não houve substituição do avião e o mesmo Boeing deixou a pista do Afonso Pena às 15h08. A assessoria de imprensa da Infraero informou que é o primeiro caso de ameaça de bomba registrada no aeroporto este ano.
De acordo com o oficial de plantão no Copom, capitão Anselmo José de Oliveira, não foi possível identificar de onde teria partido a ligação telefônica. A suspeita é de que a pessoa que informou sobre a bomba usou um telefone público para acionar o 190, número de emergência da PM. O policial disse que o homem que fez a ligação falou apenas que havia uma bomba dentro do avião com destino a Londrina e em seguida desligou o telefone.
Apesar do atraso e do susto causado aos passageiros, o vôo do avião da Vasp foi tranquilo de Curitiba a Londrina. Ele pousou às 15h45, com duas horas e dez minutos de atraso. Trinta e sete passageiros desembarcaram. Ouvidos pela Folha, eles não reclamaram do incidente e disseram ter sido bem tratados tanto pela Vasp quanto pelos agentes da Polícia Federal no Aeroporto Afonso Pena.
‘‘Tive um pouco de ansiedade e medo durante o vôo, porque afinal de contas havia a denúncia de bomba e nada foi encontrado. Mas a preocupação foi passando e o vôo terminou bem’’, disse o comerciante Aldemar Mascarenhas. A advogada Caroline Said Dias também afirmou que viajou bem, ‘‘porque os peritos da PF não tinham encontrado a bomba e garantiram que o avião podia seguir viagem sem problema.’’
O atraso do vôo 111 causou problemas ainda aos 35 passageiros que embarcaram em Londrina, com destino a Curitiba e São Paulo. A decolagem, prevista para as 13h45, aconteceu somente às 16h05. ‘‘Como viajo muito de avião, infelizmente estes atrasos não são novidade. Estou chateada porque chegarei em São Paulo atrasada para ser madrinha no casamento de um primo muito querido’’, disse a coordenadora de recursos humanos de uma empresa privada, Cleide Carrora.
A gerente da Vasp em Londrina, Marisa Cristina Pinho, pediu paciência e desculpas aos passageiros pelo atraso no vôo. Salientou que a empresa aérea foi vítima e a maior prejudicada pela denúncia anônima de bomba no avião.

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