Curitiba - Faltam apenas quatro dias para o Instituto de Previdência do Estado (IPE) fechar, definitivamente, as portas do ambulatório em Curitiba. A partir do dia 1º de junho os 136 mil servidores públicos do Estado lotados na Capital, região metropolitana e Litoral, bem como seus dependentes, passarão a ser atendidos pelo Hospital Evangélico, que foi o ganhador da licitação para assumir o Serviço de Assistência à Saúde (SAS), criado este ano pelo governo. Até então, o hospital vem prestando atendimento apenas nos casos de urgência e emergência.
O secretário de Estado da Administração, Ricardo Smijtink, informou que a estrutura de 12 mil metros quadrados assim como o restante do patrimônio físico do extinto IPE foram repassados para o Fundo Previdenciário, que é gerenciado pela Paraná Previdência. Ainda não há definição para a utilização do prédio. Uma das propostas do secretário é de que seja ocupado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que, hoje, está instalada em um imóvel alugado, na região central de Curitiba.
O governo, no entanto, não se livraria de pagar o aluguel. Segundo Smijtink, os 22 imóveis remanescentes do IPE, avaliados em aproximadamente R$ 16 milhões, já estão alugados para órgãos do Estado ou para terceiros, e rendem ao Fundo Previdenciário a soma de R$ 163 mil mensais.
O ambulatório do IPE em Londrina ainda permanecerá prestando atendimento aos servidores até o dia 17 de junho, que é quando vence o prazo para a Santa Casa de Misericórdia assumir o atendimento pleno dos servidores. O secretário adiantou que a própria Santa Casa teria demonstrado interesse em alugar o prédio, uma vez que o espaço já dispõe de toda estrutura para atendimento ambulatorial.
Quanto aos cerca de 400 funcionários do extinto IPE, Smijtink informou que eles serão absorvidos por outros setores do governo. Do total de servidores, 220 são médicos e a maioria (180 médicos) está lotada em Curitiba. Parte deles será direcionada ao Hospital do Trabalhador e à Diretoria de Assistência à Saúde, que é o órgão que administra o SAS. O Hospital Regional Norte, de Londrina, também deverá absorver parte da demanda de médicos.
Já os funcionários técnicos e administrativos, que faziam parte das coordenações regionais do IPE, segundo o secretário, vão coordenar e fiscalizar o atendimento dos servidores pelo SAS nos hospitais contratados.

mockup