Países como a Inglaterra e os Estados Unidos tratam a anorexia nervosa e a bulimia como problemas de saúde pública. Segundo a biomédica Janice Madi Hannuch, nesses locais, uma lei determina que um terço dos anúncios de qualquer publicação que influencie padrões de beleza como é o caso das revistas de moda deve trazer modelos com o biotipo natural do país. A preocupação é inclusive financeira. ''Os pacientes são imunodeprimidos e ficam doentes com facilidade. O tratamento custa caro aos cofres do Estado'', diz.
Em Londrina, o ambulatório de distúrbios alimentares do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) oferece tratamento para pacientes com anorexia nervosa ou bulimia. ''A maior parte das pessoas nos procura porque sofre de obesidade mórbida, mas a equipe é apta para atender esses outros distúrbios'', afirmou a psicóloga do HC e do Hospital Universitário (HU), Vânia Vargas.
Diante da experiência no atendimento de alguns casos, ela defende que as questões emocionais são preponderantes no surgimento das doenças. ''Os conflitos familiares são a causa principal'', acredita. Segundo a profissional, as duas doenças são difíceis de identificar porque os pacientes omitem os sintomas.
Janice acrescentou que o anoréxico torna-se expert em calorias e receitas light, emagrece rapidamente e não se enxerga magro. Já os bulímicos chegam a criar calos nas falanges por enfiarem o dedo na garganta. Dor de garganta, aliás, é uma queixa frequente desses pacientes.
Sobre a melhor alimentação para manter a saúde, a biomédica ressaltou que a dieta saudável deve ser pautada pelo bom senso. ''Não dá para pensar só no valor calórico dos alimentos, é preciso analisar o teor de nutrientes'', esclareceu. Para ela, todos os alimentos são saudáveis. ''O segredo é balancear a quantidade certa de cada coisa.''

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