Cascavel O impasse entre vendedores ambulantes e a Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT) ainda não foi solucionado. Fiscais da companhia voltaram a retirar, ontem, todos os vendedores ambulantes que atuavam nos terminais Leste e Oeste de transbordo de Cascavel. A decisão foi tomada após o recebimento de denúncias que davam conta de que um grupo de vendedores excluídos do processo de seleção estaria ameaçando os ambulantes que atuavam nos locais.
Segundo o presidente da CCTT, Sérgio Luiz Donadussi, a decisão sobre quem fica e quem permanece caberá à Câmara de Vereadores, que tem a incumbência de formular nova lei que oriente o procedimento a ser adotado pela prefeitura. Donadussi disse acreditar que, ''com empenho e vontade política, a lei poderá ser votada ainda no primeiro semestre deste ano''.
O presidente observa que a CCTT sempre foi contra o retorno dos vendedores ambulantes. Depois de serem retirados em meados de dezembro, eles conseguiram voltar graças à intervenção de um grupo de vereadores junto ao prefeito Edgar Bueno (PDT). Segundo Donadussi, as atuais instalações são acanhadas e os ambulantes atrapalham o fluxo de usuários.
Alguns ambulantes que não foram contemplados alegam que aqueles que estavam atuando nos terminais não necessitam do trabalho. A versão é contestada pelos outros. Para acabar com o mal entendido, Donadussi resolveu ouvir cada vendedor pessoalmente e esclarecer as dúvidas. Segundo Donadussi, o instrumento de licitação, que respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal, ''pode não ser o instrumento mais democrático e justo de escolha dos novos inquilinos''.
O presidente da CCTT completa que a questão social deve ser levada em consideração, pois dificilmente alguém cujas condições financeiras são ruins vencerá a licitação. ''É necessário um amplo debate sobre o tema, que discuta a real necessidade de cada um'', frisa Donadussi, se colocando à disposição dos vereadores para prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto.

mockup