A operação realizada no camelódromo de Londrina, que contou com 60 policiais militares e cerca de 20 policiais civis, pretendia apreender 30 mil CDs e fitas cassete falsificados. Este foi o cálculo feito pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais e Fonográficos (Apdif), entidade que mantém um ''rastreamento'' contínuo contra a pirataria em todo o País.
Mas, no total, foram apreendidos 9.947 CDs e 1.086 fitas cassete piratas, que deverão ser encaminhados para o Instituto de Criminalística de Londrina para perícia técnica. ''Depois este material deve ir para Receita Federal, onde ficará à disposição da Justiça. Provavelmente serão destruídos por ordem judicial'', explicou o delegado-operacional do 1º Distrito Policial, Sérgio Luiz Barroso.
Todos os proprietários das barracas onde houve apreensão vão responder inquérito policial por crime de violação de direito autoral. A pena prevista é de um a quatro anos de detenção.
O coordenador da região Centro-Sul da Apdif, Clóvis Moreira, acompanhou a operação durante toda a manhã e considerou ''um sucesso'' o trabalho realizado em Londrina. A entidade foi a responsável pela queixa-crime apresentada à 10 Subdivisão Policial (SDP). Na denúncia assinada por Moreira estavam descritas 53 barracas como ''vendedoras de produtos piratas''.
''Uma equipe nossa percorreu o camelódromo há algumas semanas, adquirindo CDs e fitas. Calculamos que o local venda cerca de 30 mil unidades falsificadas'', afirmou Moreira, destacando que o País deixa de recolher anualmente cerca de R$ 250 milhões em impostos somente com esse tipo de pirataria.
Operações silimares estão sendo programadas em outras cidades-pólo do Estado e do País. No Paraná, já foram realizadas apreensões em Ponta Grossa e São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
Apesar de Moreira considerar a operação um sucesso, metade das barracas do Camelódromo não foi vistoriada por estarem fechadas. Apenas os 18 boxes que abriram as portas pela manhã tiveram o material apreendido pelos policiais.
'Estamos apenas cumprindo a lei. Existe uma queixa-crime contra a violação de direitos autorais (artigo 184) e estamos aqui para apreender o material'', resumiu o delegado-operacional Barroso. (Colaborou Telma Elorza)

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