Ambulantes protestam contra fiscalização
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Cerca de 30 ambulantes interditaram a Rua Sergipe com caixas de papelão no início da tarde de ontem. O protesto foi convocado pelo aplicativo WhatsApp e durou cerca de 30 minutos. De acordo com o ambulante Rodrigo dos Santos, de 38 anos, eles estão cansados de serem perseguidos pelos fiscais. "Somente na quarta-feira eles fizeram seis rapas (fiscalizações). A gente precisa trabalhar. Além de apreender a mercadoria, eles chegaram agredindo, dando chutes e tapas. Eles não estão respeitando nem pessoas da terceira idade", afirmou. Comerciantes da região fecharam suas portas com medo de que houvesse algum quebra-quebra ou de que alguém aproveitasse a confusão para realizar furtos. Os ambulantes afirmaram que o protesto foi pacífico e que os comerciantes não precisavam temer nada.
Uma dos ambulantes afirmou que teve suas mercadorias apreendidas. José Cícero, de 44 anos, comercializa brinquedos e conta que já havia deixado de vender cigarros para evitar a apreensão de mercadorias e que também já tinha entrado com um protocolo na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pedindo autorização para comercializar a mercadoria, mas não recebeu resposta da entidade.
Uma outra pessoa, que pediu para não ser identificada, perdeu cerca de R$ 1 mil em mercadorias com a fiscalização. O diretor da CMTU, Hemerson Pacheco, destacou que as fiscalizações continuarão. "Eles estão protestando porque não querem que a gente fiscalize? Nós continuaremos com essa fiscalização. Iremos coibir a venda de todos os produtos ilegais e de contrabando, alguns até são frutos de furtos. Estamos aqui para coibir a ilegalidade. Não é justo com o comerciante que paga seus impostos em dia ter que concorrer com esses ambulantes, ainda mais no período em que eles podem obter mais lucros para fazer caixa para as despesas dos meses seguintes".
O diretor da CMTU destacou que os ambulantes foram informados pelos fiscais para que eles buscassem se regularizar, o que não aconteceu. "Não podemos ficar à mercê de pessoas que vêm inclusive de outras cidades. Constatamos que há pessoas de São Paulo e existem até ramificações que funcionam como uma espécie de franquia", afirmou. Pacheco reforçou que não são os fiscais da CMTU que precisam se adequar, mas aqueles que estão irregulares que precisam cumprir a lei. Sobre as supostas agressões alegadas pelos ambulantes, ele declarou que são falácias dos ambulantes. "Nós trabalhamos legalmente. E se essas agressões realmente tivessem acontecido, certamente já teriam sido divulgadas, pois hoje todo mundo possui câmeras em telefones celulares", garantiu.


