Campo Mourão - Vendedores de flores, velas e de lanches passaram a noite de quinta para sexta-feira em frente ao Cemitério Municipal São Judas Tadeu, o único do perímetro urbano de Campo Mourão. A corrida ao portão aconteceu para ''guardar lugar'', uma vez que este ano a prefeitura liberou o comércio de barracas e ambulantes no local.
O primeiro a montar barraca em frente ao cemitério foi o comerciante Orlei Domingues, 26 anos. Ele tem uma mercearia em Araruna (19 km ao norte de Campo Mourão) e chegou ao local às 11 horas de quinta-feira. ''Estou me preparando para o Dia de Finados desde janeiro. Cheguei cedo e dormi na Kombi'', contou.
Segundo Domingues, a pressa valeu a pena. ''Vendi mais ontem (anteontem) do que hoje (ontem) porque estava sozinho. Agora já tenho vários concorrentes'', explicou. Domingos disse que investiu cerca de R$ 1 mil na compra de 34 caixas de velas, 200 vasos de flores e quatro coroas de lata. É a primeira vez que ele trabalha no Finados.
Quem também chegou cedo para garantir lugar próximo ao portão principal do cemitério foi o vendedor de livros Agnaldo de Souza, 24. Ele montou a barraca às 18 horas de quinta-feira e passou a noite no local se revezando com um tia. ''Dá para tirar um dinheiro extra'', conta Souza, que troca os livros por flores e velas no Dia de Finados.
A vendedora de lanches Elza Gonçalves da Silva, 55, chegou às 4 horas em frente ao cemitério. Colocou seu trailler num dos melhores pontos da rua e voltou para casa dormir. ''Estou atendendo desde às 9 horas. Para a gente, o que pingar é lucro'', ressalta. Uma outra Kombi de lanches está na área desde anteontem apenas reservando vaga.
O secretário municipal de Fiscalização, Cristiano Calixto, explicou que a prefeitura apenas demarcou uma faixa em frente ao portão onde ninguém pode se instalar. ''O resto está liberado''. Segundo ele, a prefeitura liberou o comércio porque o valor arrecadado com as taxas não pagava nem a hora-extra dos fiscais e ainda gerava reclamações.

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