Os camelôs da Avenida São Paulo não estão entusiasmados com a possibilidade de instalação do Shopping Popular na esquina das ruas Sergipe com Mato Grosso, onde funciona atualmente a loja Móveis Paulista. O presidente da Ong Canaã, que representa os ambulantes, Rogério Gonzales do Nascimento, reivindicou ontem que a prefeitura instale os 222 vendedores em um prolongamento do Camelódromo da Avenida Leste/Oeste.
Segundo Gonzales, os ambulantes estão preocupados com o custo do aluguel no Shopping Popular. ‘‘Nós não somos empresários, somos camelôs’’, afirmou. O dono do imóvel da Sergipe, Ibrahim Sayed, diz que está disposto a negociar um contrato de locação ou venda com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O prédio, construído há 3 anos, tem 3 andares e 5.400 metros quadrados. A loja, onde trabalham 15 funcionários, mudaria de endereço.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que vai tratar do negócio ainda esta semana. A prefeitura tem até o dia 20 para definir o local do Shopping Popular, para onde serão levados os ambulantes que estão provisoriamente na Avenida São Paulo. O prazo foi dado pela Procuradoria Regional da República, que também está exigindo que os camelôs legalizem a comercialização dos produtos.
‘‘ O ponto é afastado do centro e qualquer idéia de locação nos preocupa muito. Teríamos que arcar com aluguel, reformas e já estamos bancando a abertura das empresas. Financeiramente seria inviável, ainda mais num imóvel grande e caro daqueles’’, disse uma vendedora que não quis se identificar.
Sella afirmou que a possibilidade de fazer um prolongamento do camelódromo da avenida Leste/Oeste é inviável economicamente. Por outro lado, ele garantiu que continua negociando a locação de um prédio na Avenida Leste/Oeste, em frente ao Terminal de Transporte Coletivo de Londrina. O aluguel do espaço gira em torno de R$ 10 mil mas, segundo o presidente da CMTU, o proprietário está reticente em ceder o imóvel. (Colaboraram Adriana De Cunto e Luciano Augusto)

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