A reforma no Terminal Urbano de Transporte Coletivo pode ter início dentro de 15 dias, e a situação dos vendedores de lanche que atuam em frente ao local segue sem definição. De acordo com o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, na semana passada uma empresa londrinense venceu a licitação para o trabalho.
A documentação da vencedora agora está na Procuradoria Jurídica do município, que tem prazo de dez dias para aprovar ou não o nome da empresa. Dependendo do parecer, o contrato pode ser assinado até o final da próxima semana. ''A partir daí, a ordem de serviço é imediata e a vencedora tem 90 dias para realizar a reforma'', disse Freitas.
Enquanto os prazos se apertam, há mais de um mês os vendedores não se reúnem com a presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para resolver sua situação. ''Eles (os vendedores) precisam encontrar uma alternativa. Estamos tentando conscientizá-los de que a rua não é o melhor ponto para a venda de lanches. Queremos que eles próprios dêem sugestões de lugares para onde possam se mudar'', argumentou o presidente da CMTU, Wilson Sella.
Segundo ele, os vendedores precisam sair da frente do Terminal durante a reforma porque as obras começarão pela calçada onde eles atuam, na Rua Benjamin Constant. Mas Sella pretende que a mudança seja definitiva, o que tem irritado os vendedores. ''Não saímos daqui, não. Tem gente aqui há 16 anos e não existe ponto melhor'', afirmou Higina dos Santos, integrante da comissão de cinco vendedores que tem negociado com a CMTU.
Ela relatou que os vendedores só pretendem sair da frente do Terminal se a Prefeitura assinar um documento que garanta que após a reforma eles voltarão para a Benjamin Constant. Dezesseis vendedores trabalham no local. ''Não queremos atrapalhar nenhuma reforma, mas este ponto é o nosso sustento. Nós saímos durante as obras, nenhum problema. Agora, não existe outro lugar na cidade para a gente. Não se vende cachorro quente em Shopping Popular'', criticou a vendedora Ivone Ramos. ''Cá pra nós, Londrina não esperava isso deste prefeito (Nedson Micheleti). Ele só mexe com quem quer trabalhar. Que Partido dos Trabalhadores é esse?'', ironizou.

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