Em menor número do que em outros dias, os ambulantes continuavam comercializando seus produtos ontem pela manhã, no Calçadão, área que faz parte da zona proibida para esse tipo de comércio. No grito, eles tentavam conquistar a freguesia perto da esquina com a Avenida Rio de Janeiro, enquanto os agentes municipais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) acompanhavam a movimentação.
Por volta das 9 horas, oito policiais militares em oito motocicletas já estavam estacionados em frente às lojas Pernambucanas, o que intimidou os primeiros ambulantes que chegaram para trabalhar. Eles passavam perto dos policiais, olhavam mas não montaram as bancas.
A partir das 9h30, quando os policiais deixaram o local, os vendedores de DVDs e CDs, entre outros, começaram a expôr os seus produtos.
A poucos metros de distância, os agentes acompanhavam a movimentação, não incomodando os ambulantes.
''Não queremos sair do Calçadão e ir para um bairro, por exemplo, porque não tem para quem vender. Além disso, a nossa preocupação é também com a segurança. Não dá para levar a nossa mercadoria para um bairro e correr o risco de alguém roubar. Nós vamos vencer eles (CMTU), na canseira. Vamos trabalhar sim. Se der para trabalhar 1 hora, vamos trabalhar 1 hora. Se der para trabalhar 2 horas, vamos trabalhar'', afirmou o ambulante Emerson Lafayete Dias Soares.
O diretor de Trânsito e Fiscalização da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, disse que a fiscalização e o trabalho de orientação no Calçadão vai continuar. Ele afirmou que ontem, o número de ambulantes no local já era menor.
''Estaremos avaliando o comportamento dia-a-dia. Ontem (anteontem) teve reunião com os ambulantes e continuamos conversando, levando a coisa bem transparente, evitando o máximo de confronto. Uma ação com apreensão de produtos vai depender de uma avaliação diária. Não dá para afirmar que faremos apreensão esta semana. Tudo vai depender da conduta deles, os ambulantes'', concluiu Grotti.

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