No dia-a-dia o local de vendas não é comum, mas no feriado de Finados, os portões de entrada dos cemitérios se transformam uma das melhores áreas para o comércio. E foi-se o tempo em que eles vendiam somente flores e velas. Hoje é possível encontrar de tudo. Pipoca, maçã do amor, sanduíches, queijos, pastéis e até churrasquinho de carne. E tem produto para todo o público. Para as crianças, bexigas e bichinhos de plástico, uma verdadeira feira livre.
E o trabalho começa cedo. O casal Celso Lino e Eivonete de Macedo chegou ao Cemitério Jardim da Saudade às 6h40 para montar a barraca de flores feitas de tecido. ''Era cedinho e já tinha gente trabalhando'', afirmou o aposentado, que há dez anos garante uma parte da renda com as vendas no Dia de Finados. ''Já vendemos uns 30 vasinhos e até o fim do dia vamos tentar vender tudo.''
A mesma sorte não estava tendo José Carlos Ferraz de Almeida, que vendia bexigas e bonecos de plásticos. ''Por enquanto o movimento ainda é pequeno'', disse ontem de manhã.
Se para José Carlos a chuva atrapalhava, o mesmo não podia dizer de Orlando Rizato, que aproveitou o mau tempo para vender guarda-chuvas no Cemitério São Pedro. ''Eu levantei cedo, olhei o tempo e pensei: vou vender guarda-chuva''. O produto podia ser comprado entre R$ 10 e R$ 15. Quem chegou ao cemitério e foi pego de surpresa pela chuva, aproveitou a oferta. (M.O)

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