Ambulâncias estão em situação precária
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Andrea Bordinhão e Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba Apenas 5% dos pequenos municípios e cerca de 25% das grandes cidades do Paraná possuem ambulâncias equipadas com semi-UTIs. A estimativa é da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Segundo dados da associação, quase todas as 399 cidades do Estado têm ambulâncias, mas todas antigas e até em estado precário, sem estrutura médica para atender emergências. Enquanto isso, a Secretaria de Estado da Saúde está com mais de 100 ambulâncias e 38 viaturas do Siate novos no pátio da Central de Medicamentos, em Curitiba, aguardando que a documentação fique pronta para despachá-las.
''Nós temos uma ambulância, que já está bastante velha, uma kombi cedida pela associação de moradores, e um carro também antigo para fazer o transporte de doentes'', conta a prefeita de Barbosa Ferraz (74 quilômetros a leste de Campo Mourão), Elza Marques Gonçalves. A prefeita recebeu a promessa de duas novas ambulâncias, mas não sabe quando elas vão chegar. E há dez dias a cidade vive o caos por causa disso, já que o único hospital foi interditado por falta de condições sanitárias. ''A maior cidade próxima é Campo Mourão e levar os doentes até lá sem uma ambulância equipada fica complicado'', diz.
De acordo com o diretor de Serviços em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Gilberto Martim, as ambulâncias estão paradas porque a Renault, que ganhou a licitação para fabricá-las, está entregando os veículos aos poucos. O processo de licitação determinava que elas só poderiam ser repassadas quando todas tivessem em poder da secretaria. ''Só podemos começar a distribuir as ambulâncias após todo o processo de entrega do produto ser concluído. A Renault ainda está dentro do prazo, que vence este mês. Os veículos serão então emplacados e licenciados. Esperamos que no máximo até o final de junho eles já possam estar em operação'', explicou Martim.
O contrato com a Renault prevê que cerca de 130 das ambulâncias sejam destinadas apenas ao transporte de pacientes, sem a instalação de equipamentos avançados para emergências. ''Não faria sentido instalar em todas equipamentos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma vez que a maioria das cidades não dispõe de hospitais que pudessem resolver essas situações. Essas ambulâncias de transporte serão distribuídas para os municípios menores de acordo com critérios como o estado da frota existente e a distância ao centro médico mais próximo'', afirmou Martim.
Além das ambulâncias de transporte, 28 ambulâncias estarão equipadas com UTIs móveis, que serão destinadas as maiores cidades do Estado.


