Os dias passam e a situação continua a mesma no Hospital da Zona Norte (HZN), que convive com a superlotação. Cícero Leandro de Souza ficou mais de 20 horas internado em uma maca no corredor do hospital, antes de ser levado ao Hospital do Câncer, onde veio a óbito. Outra paciente, Maria do Carmo Salles da Matta, 66 anos, com problemas de hemorragia digestiva, passou a noite internada em um leito improvisado, até que na manhã de ontem, a direção do hospital conseguiu sua transferência para o Hospital Bom Jesus, em Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana).
Apesar do estado de saúde de Maria do Carmo ser bastante grave, ela precisou ser transportada, por quase 200 quilômetros, em uma ambulância comum, sendo que no próprio HZN existem duas ambulâncias montadas com equipamentos similares aos existentes em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
O coordenador da Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde, Vinícius Filipak, explicou que existe somente uma equipe médica à disposição, por isso apenas uma ambulância pode ser utilizada. Segundo ele, o outro veículo é acionado, somente, quando a titular apresenta algum problema. Ele acrescentou que Maria do Carmo não foi transportada, pois no mesmo momento a ambulância havia se deslocada para Paranavaí, a fim de encaminhar um recém-nascido até Ivaiporã.
Filipak afirmou que as ambulâncias, que existem desde dezembro de 2001, atendem as regiões norte e noroeste do Estado, podendo se deslocar por até 300 Km. Em todo Paraná, somente Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel funcionam como sedes das ambulâncias e podem usufruir com mais rapidez do serviço. Dessas, apenas as de Curitiba e Londrina prestam o serviço durante 24 horas por dia. As demais funcionam por somente 12 horas ao dia.

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