No mural da unidade de apoio Lucila Balallai consta uma carta assinada por uma ex-paciente, que ficou hospedada no local. Lá ela discorre uma série de agradecimentos e chama a unidade de 'Casa dos Anjos'. '' Muitos foram os 'anjos' que vieram nos visitar e que, além de alimentos para o corpo, trouxeram alimentos para o espírito'', diz a mensagem.
A psicóloga Adriana Soczek Sampaio, autora do artigo ''Atuação em casas de apoio: pensando o papel da psicologia e construindo novos caminhos'', conta que o papel das casas de apoio vai além de prestar auxílio de hospedagem, alimentação e transporte, mas visam favorecer a humanização do tratamento.
A psicóloga, que trabalha na Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia, defende que estes locais devem ter um ambiente agradável e familiar. ''Se já é difícil realizar um tratamento, quando não se tem um familiar por perto fica mais complicado'', conta.
A presidente da Associação dos Voluntários do Hospital Universitário, Ana Célia Assumpção Siqueira, diz que o local já não comporta a demanda e pede ajuda. ''Nós atendemos em média 60 a 80 pessoas por dia e temos 12 leitos'', explica.
Já a presidente da Casa de apoio Esperança, Iracema Ferreira dos Santos, relata que os pacientes geralmente chegam abatidos devido a doença e que na casa conseguem apoio para superar isso. ''Nós recebemos gente de todas as patologias. Os hospitais ligam aqui para saber se tem vagas para os acompanhantes e até mesmo para pacientes em recuperação'', conta. (V.O.)

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