Ambientalistas
tentam mobilizar
os moradores
A Organização Não-Governamental (ONG) ambientalista Xama vai apresentar uma ação civil pública contra o Estado para impedir o início da instalação do aterro sanitário em Rio Branco do Sul. Representantes da ONG estiveram na cidade anteontem mobilizando a população contra o Aterro Norte. A próxima reunião entre a Xama, comunidade e políticos locais será na próxima quinta-feira.
Em Rio Branco foi criado o Movimento Contra o Lixão na Cidade, que também pretende recorrer à justiça para impedir a implantação do Aterro Norte. ‘‘Somos contra esse aterro porque ele ficará próximo à região das grutas, que é oprincipal atrativo turístico do município’’, disse a coordenadora do movimento, Claudete Galli. ‘‘A cidade, que já é dormitório por falta de empregos, perderá toda perspectiva de desenvolvimento econômico’’.
Um dos argumentos contra o aterro é que Rio Branco possui um programa de reciclagem de lixo e transformação de material orgânico em adubo, que dará nova destinação a 95% dos resíduos domiciliares da cidade. Os ambientalistas também pretendem questionar aspectos técnicos do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que sustentou o Relatório de Impacto Ambiental do aterro, apresentado ao IAP em 1991.
A Prefeitura de Rio Branco do Sul desenvolve um projeto de reciclagem de lixo em conjunto com a prefeitura de Itaperuçu e a empresa Votoran. O programa prevê a instalação de uma usina de reciclagem de lixo que atenderá os dois municípios. Rio Branco e Itaperuçu são os únicos municípios da região metropolitana que não usam o aterro Caximba. A distância inviabiliza o transporte dos resíduos ao depósito atual. (E.C.)

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