Walter Dalto, presidente da Associção de Proteção ao Meio Ambiente (APMA) de Cambé, era um dos participantes do ato em defesa ao Tibagi. Ele comentou a situação do Córrego Caçador, em Cambé, que, segundo ele, está poluído principalmente por dejetos da Sanepar.
  ‘‘Sugerimos que a empresa despejasse os efluentes a uma distância de 13 km da estação de tratamento, onde a vazão do rio é compatível, mas eles disseram que o projeto era economicamente inviável’’, disse.
  Mesmo com um relatório elaborado pela Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), o qual comprovou a poluição das águas do córrego, a empresa não tomou providências, ressaltou Dalto. ‘‘Os políticos e empresários preferem pensar em soluções de curto prazo e se esquecem de proteger o futuro da natureza’’, assinalou.
  Segundo ele, a solução para o problema hídrico no Brasil está na busca por novas fontes de energia, como a eólica e a solar. ‘‘Construir edifícios que respeitem o meio ambiente e não necessitem de luz e ar condicionado ligados o dia inteiro também é uma forma de economizar energia’’, sugeriu.
  ‘‘Infelizmente ainda falta visão estratégica do governo na produção de uma energia alternativa’’, completou o advogado Josinaldo da Silva Veiga, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB. (M.G.)

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