Ambientalistas se manifestam
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de janeiro de 1998
Cristine Pieske 
Representantes de entidades ambientalistas do Paraná estão revoltados com a reocupação da Estrada do Colono e pretendem encaminhar um manifesto ao governador Jaime Lerner (PFL) pedindo o fechamento definitivo do trecho que corta o Parque do Iguaçu. Os ecologistas acreditam que o movimento constante de carros e caminhões na região irá prejudicar o ecossistema do parque, uma das últimas reservas de mata nativa no Estado.
O parque foi tombado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1986, quando passou a ser considerado patrimônio natural da humanidade. Desde então, a estrada foi fechada e o deslocamento para os municípios do Oeste e Sudoeste passou a ser feito pelas rodovias estaduais que circundam a reserva.
Apesar do que dizem as pessoas que defendem a reabertura da estrada, o caminho nunca foi utilizado para o transporte de carga pesada. Por isso, não tem qualquer relação com o desenvolvimento da região, diz a bioquímica e membro da União das Entidades Ambientais do Paraná, Laura de Moura e Costa.
O principal argumento para a defesa da abertura da estrada é que ela reduz em aproximadamente 100 quilômetros o trajeto feito pela PR-182, que faz a ligação dos municípios vizinhos à BR-277. Os ecologistas rebatem a tese de que a distância tem sido um entrave ao desenvolvimento da região, já que há rodovias alternativas que dão acesso ao Oeste e Sudoeste do Paraná. A briga pela reabertura da Estrada é apenas política, diz a ambientalista Sara Azevedo Kobel.


