Curitiba - ‘‘De nada adianta ter as estações de monitoramento se o governo só divulga os resultados uma vez por ano’’, criticou ontem a professora Zióle Zanotto Malhadas, coordenadora do projeto ProAr de Educação Ambiental para a Sustentabilidade. Para ela, a população deveria ter acesso aos dados do monitoramento instantaneamente, a exemplo do que é feito em cidades como São Paulo e Porto Alegre.
Do modo como é feito hoje, segundo Zióle, as pessoas não têm condições de se proteger de grandes picos de poluição, uma vez que os dados só se tornam públicos após os acontecimentos. Ela citou, por exemplo, que em julho de 1999 os níveis de poluição da Região Metropolitana de Curitiba ficaram 16 vezes acima do limite estabelecido pelo Conama, mas a população sequer ficou sabendo.
Segundo a coordenadora de Estudos e Padrões Ambientais do IAP, Ana Cecília Nowacki, o ideal seria implantar um painel junto à cada estação revelando todos os dados ambientais a cada momento. ‘‘Mas isso é só um sonho por enquanto’’, diz.
A Rede de Monitoramento do Ar da Região Metropolitana de Curitiba ganhou ontem mais uma unidade. A nova estação, inaugurada com a presença do governador Jaime Lerner, fica na Praça Ouvidor Pardinho, no centro, e faz parte de um conjunto de estações automáticas que vem sendo gradativamente instaladas. A primeira entrou em operação no ano passado no Boqueirão.
Ao todo, a rede tem nove estações, sendo cinco em Curitiba e quatro em Araucária. Destas, quatro já são automáticas. Há projetos para a instalação de mais duas unidades até o final do ano. Segundo Ana Cecília, a opção pela Grande Curitiba não foi por acaso. O próprio Conama estabelece que o monitoramento deve ser feito junto à maior concentração populacional de cada estado.

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