Ambientalistas param obra da CSN
Dimitri do Valle
De Curitiba
Não houve acordo entre representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e ambientalistas sobre a continuidade das obras de terraplenagem da futura unidade da empresa em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Os trabalhos foram suspensos pelo juiz Luís Orlando Borges Albuquerque, do Fórum do município, na sexta-feira passada. A Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) impetrou ação civil pública contra prováveis danos ambientais.
Uma nova reunião foi marcada para hoje, às 14 horas, com a finalidade de se encontrar um solução para o impasse. O advogado Vitório Sorotiuk, que atua pela Amar, diz que a CSN deve recompor as nascentes e banhados afetados pelas máquinas que executam a terraplenagem no terreno de 100 hectares. Ele menciona que a unidade será construída em cima de área de proteção ambiental. Apesar disso, segundo o advogado, os cortes da vegetação iniciaram sem que a empresa tivesse autorização. O advogado denunciou que o projeto não possui relatório de impacto ambiental (EIA-RIMA).
A assessoria de imprensa da CSN informou que a empresa cumpriu todos os requisitos exigidos pelos órgãos de defesa ambiental para iniciar os trabalhos. O terreno da futura unidade está localizado numa região industrial de Araucária, que abriga empresas como a Petrobrás e Ultrafértil. O investimento da CSN no projeto chega a US$ 250 milhões. O diretor executivo José Paulo de Oliveira Alves anunciou que nenhuma exigência será cumprida pela empresa, além daquelas que já foram estabelecidas durante as negociações com o Governo do Estado.
Exigências absurdas não serão atendidas pela CSN. Caso haja prejuízo comercial e financeiro, vamos relocar o projeto para outro Estado e existem muitos interessados para que isso aconteça, avisou o diretor.





