Ambientalistas fazem balanço negativo de 96
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quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Da Sucursal 
O ano de 1996 terminou com um balanço negativo na área do meio ambiente, na avaliação da Rede Verde, entidade ambientalista que anualmente faz um levantamento das melhores e piores notícias para a ecologia. O desmatamento de 7,5 milhões de hectares de florestas na América Latina, o avanço dos proprietários de terras sobre as reservas indígenas através de ações na Justiça, a descoberta de depósitos clandestinos de resíduos tóxicos na Região Metropolitana de Curitiba e a retomada do programa nuclear pelo governo brasileiro são alguns dos fatos negativos apontados pelos ambientalistas no relatório que avalia o ano passado.
Segundo o relatório, pesquisas recentes revelam que o equivalente a 14 hectares de florestas nativas são destruídas na América Latina a cada minuto. Outra notícia ruim, dizem os ecologistas, são as ações que latifundiários encaminharam à Justiça, contestando a demarcação de 201 reservas indígenas. A localização de 23 tambores de tolueno, abandonados nas proximidades de uma pedreira desativada no quilômetro 142 da BR-116, na Região Metropolitana de Curitiba, é apontada pelos ambientalistas como indício da proliferação de depósitos clandestinos de resíduos na capital paranaense.
O ano termina com algumas notícias boas para o meio ambiente, segundo a avaliação da Rede Verde. A captura de Darly e seu filho Darcy Alves dos Santos, assassinos de Chico Mendes; a suspensão da importação de baterias usadas para a extração de chumbo e o estabelecimento de critérios mais rigorosos para a queima de resíduos nos fornos de cimento do Paraná foram consideradas pelos ecologistas como as boas novas de 1996 para área ambiental.


