James Alberti
De Curitiba
A publicação de uma foto das obras do gasoduto Brasil/Bolívia no município de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, deixou em alerta ambientalistas do Estado. O temor era o de que os tubos nos quais passarão o gás natural vindo da Bolívia ficassem a céu aberto, conforme aparecem na fotografia publicada ontem pela Folha. A foto acompanhava texto que informou a contratação de outras duas empreiteiras para garantir o término das obras no prazo, em outubro deste ano. O engenheiro de meio ambiente da Petrobrás, Antonio Carlos Rodrigues, afirma, porém, que a tubulação será enterrada. Rodrigues diz que a imagem revela a etapa da construção anterior a escavação da valeta na qual será soterrado o gasoduto.
A explicação não convenceu completamente o engenheiro civil Rodolpho Ramina, secretário do Movimento Ecológico Amigos do Cambuí. ‘‘Tem algo errado ai’’, diz. A afirmação de Ramina tem base no modo como foi construído o gasoduto em Campo Largo, onde a vala era feita antes da soldagem dos tubos. Em Campina Grande do Sul, ao contrário, os tubos já estão soldados, embora a cova ainda não tenha sido construída.
Rodrigues, no entanto, diz que a cova pode ser feita depois dos tubos soldados. A técnica, segundo ele, é muito usada pelas empresas que constroem o gasoduto. Nesses casos, conforme Rodrigues, a última etapa é a abertura da vala. A tubulação é, então, colocada na cova, num processo chamado de ‘operação abaixamento’. O engenheiro de meio ambiente afirma que o gasoduto no Paraná será totalmente subterrâneo.

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