Ambientalistas dizem
que projeto é retrocesso
A ambientalista Teresa Urban entende que a proposta da Comec é um retrocesso. ‘‘Existia na Assembléia outro projeto, que era uma adequação da Política Nacional de Recursos Hídricos, elaborado pela lei federal 9433/97. Mas estão preterindo esta proposta pela da Comec, que é um retrocesso’’, conta. ‘‘Isto marca o coroamento da degradação, que começou com a Renault’’, diz.
Teresa diz que a lei federal é mais justa, porque cria um mecanismo de taxação na captação direto da fonte. Com isso, mesmo a Sanepar, que retira água dos mananciais, seria obrigada a pagar pelo uso dessa água. Além disso, possibilita a criação de um Fundo de Preservação Ambiental. ‘‘Mas isto tudo está dando lugar a uma proposta que quer colocar 70 mil casas nas áreas de mananciais da Região Metropolitana’’, critica.
A ambientalista entende que a Comec estaria ‘‘brincando com coisa séria’’, no momento que permite a exploração desses locais. ‘‘Hoje a Sanepar já gasta muito para tentar distribuir água potável. A água encanada está cheia de cloro e alumínio’’, diz.
Quanto a permissão de ocupação, Teresa entende que dar liberdade para os proprietários comercializarem seus terrenos é como ‘‘deixar a raposa cuidar do galinheiro’’. ‘‘As invasões dos mananciais eram estimuladas pelos próprios proprietários, por causa da falta de uma política habitacional oficial’’, questiona. ‘‘No fundo, o governo está prosseguir com os erros da industrialização da região’’. (I.R.)

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