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Albari RosaUm dos manifestantes com material de protesto: ameaça aos balneáriosO Fórum das Entidades Ambientalistas da Região Metropolitana de Curitiba quer impedir a construção de uma usina termoelétrica movida a carvão no litoral paranaense. O projeto está sendo desenvolvido pela Copel em parceria com os grupos privados Inepar, Chilgener e Denerge, e visa a produção de energia com fins comerciais.
As empresas estão fazendo estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental para decidir sobre a realização do empreendimento.
Os ambientalistas afirmam que a instalação da termoelétrica no litoral colocaria em risco praticamente todas os balneários do Paraná, com a emissão de resíduos poluentes. A usina também iria afetar 14 unidades de conservação (como parques, estações ecológicas e áreas de proteção).
Para protestar contra o projeto da usina, eles estão enviando 10 mil cartões ao governador Jaime Lerner nesta semana, com os dizeres: ‘‘Senhor Governador: proteja o presente e o futuro do Paraná: não permita a instalação de usinas termoelétricas em nosso litoral’’.
Os técnicos da Copel responsáveis pelo projeto não querem falar sobre o assunto enquanto não houver uma definição.
Segundo informações obtidas na estatal, a usina poderia ser instalada em Pontal do Sul ou em Paranaguá, com uma capacidade de produção de energia de 750 megawatts. A construção no litoral facilitaria o desembarque do carvão, que seria importado e descarregado em um novo porto.
Hoje o Paraná conta com uma pequena usina termoelétrica movida a carvão em Figueira (norte do Estado) e duas movidas a diesel nas ilhas do Mel e das Peças (ambas para atender à população local).

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